Os meninos no SPFW Verão 2017

As três melhores escolhas que mais se destacaram com coleções masculinas e novas ideias

Quem acompanha o site do FFW e alguns portais das moda desse meu Brasil sabe que, no mês passado, mais precisamente de 25 a 29, aconteceu a 41 edição do SPFW Verão 2017. Em torno disso, eu resolvi fazer um apanhado de 3 marcas/estilistas que achei que se destacaram nessa temporada com alguns looks masculinos e me deixaram abismados com seus trabalhos.

Mesmo sabendo que essa edição do SPFW tenha como foco o verão 2017 com peças coloridas, coleções femininas e afins, foi possível ver que os meninos se destacaram no cenário fashion com a Beachwear e looks feitos por estilistas como Vitorino Campos, João Pimenta e o projeto Cotton.

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Como o próprio portal do FFW disse antes da abertura oficial do evento, estamos em meio a discussões globais sobre velocidade, universalidade e imediatismo das informações, resultado direto das novas mídias e tecnologias disponíveis, o SPFW sai mais uma vez na frente, como primeira semana de moda do mundo a anunciar o alinhamento de seu calendário com a chegada dos lançamentos ao varejo a partir de 2017.

Além das discussões sobre a internet e seu imediatismo, foi possível ver com mais força a desmistificação de gêneros. Claro, isso já vinha sendo trabalhado a algum tempo, mas não como nessa edição. Ou seja, além de fazer com que as coleções sejam desfiladas juntamente, a inclusão do menswear as coleções femininas sofisticou o mundo da moda.

Vivemos um período de intensas transformações. Somos todos protagonistas de um novo ciclo que se inicia. Mais do que nunca temos a oportunidade de potencializar e compartilhar verdades, essências, experiências,” afirma Paulo Borges, diretor criativo do SPFW. “Há 21 anos o que nos uniu nessa crença numa plataforma de comunicação tendo a moda como elemento propulsor foi a possibilidade de fazer a diferença e materializar transformações a partir de temas, ações e discussões propostos a cada edição. O território da moda permite essa imersão e provocação, e faz parte da nossa alma. Neste sentido sempre trouxemos questões pioneiras e desafiadoras.”

Então adentrando o norte das mudanças, o primeiro estilistas que me chamou a atenção foi o João Pimenta. Pra acompanha o blog a algum tempo sabe que eu sou apaixonado pelos trabalhos que João desenvolve e dessa vez não foi diferente.

Em sua coleção foi possível ver que ele utilizou tecidos leves produzidos aqui na Paraíba. Além de brincar muito bem com as jaquetas, a cartela de cores mais clara e de tons pasteis, utilizar muito do jeans, que ta fazendo a cabeça de muitos, e foi muito ousado em criar alguns looks completamente de listras.

De acordo com o texto da resenha da coleção feito pela jornalista Carolina Vasone, na coleção, a ideia dos uniformes (“porque trazem esse conceito de roupa sem gênero”, diz João) permeia os looks, com influência militar e quase todos os tecidos confeccionados especialmente para o estilista, incluindo materiais especiais como os paletós, calças e bermudas feitos de tecido de rede (aquela, de se balançar mesmo) confeccionados por comunidades sustentáveis da Paraíba. De lá também saíram os looks criados a partir das franjas das redes. Já as belas jaquetas brilhantes metalizadas foram feitas a partir de um tear de fitas de VHS.

Outro estilista que achei incrível foi o Vitorino Campos. “Ele trouxe um mix de jeans com lavagem azul claro com alfaiataria, dando um efeito suave à coleção, que traz interessantes soluções como as calças que são todas do mesmo tamanho e não têm abotoamente: tudo é fechado com alfinete, assim como as blusas e casacos”, disse a jornalista Caroline Vasone.

O que mais me chamou atenção foi como utilizou do streetwear para criar a coleção, além de claro a sua inspiração base que foi o Saut dans le Vide” (Salto no Vazio), fotomontagem do artista francês Yves Klein. Confesso que essa sacada que Vitorino trouxe para o SPFW eu vi apenas na gringa. O que demonstra agora a inserção de novas pegadas a moda brasileira.

E por fim, foram as criações do Projeto Cotton que me deixaram de queixo caído. Sendo sua primeira vez a desfilar no SPFW, o fundado da marca, Rafael Varandas, e o estilista Acácio Mendes, tiveram a preocupação em fazer as peças com tecidos nobres como jeans, jacquard, tricô, seda, algodão, malha e couro.

De acordo com a resenha presente no site do FFW, a Cotton mostrou seu lifestyle com raízes no surfwear. O cuidado de Rafael Varandas, fundador e diretor criativo, era não decepcionar os consumidores que já são clientes fieis, mas também não deixar a desejar na passarela do maior evento de moda do país.

A história do desfile girou em torno de duas gangues do surf, a Dangerous to Tourists, mais colorida, e a Trouble Makers, mais dark. E aí entram variações de ótimas calças e jaquetas, que estão entre as peças mais vendidas na Cotton.

Essas foram as minhas escolhas para os três melhores desfiles do SPFW edição Verão 2017. Além de destacar novas propostas, eles trouxeram um mix de looks masculinos e exploraram novas ideias, que ate então, não tinha sido vista no Brasil com tanto força.

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