Moda masculina em ascensão marcou primeiro dia do Fashion Rio

Gente, como bom leitor da Vogue Brasil, eu está vasculhando o site da revista para me atualizar do que estava acontecendo no mundo fashion brasileiro e foi dai que achei essa entrevista/texto feito pela jornalista Larissa Gargaro sobre moda masculina no Fashion Rio. Por ser um debate super interessante sobre o mercado, o homem brasileiro e demais diretrizes que norteiam o meio, achei valido vocês darem uma lida.

– Em um mar de vestidos esvoaçantes, biquínis irresistíveis e acessórios femininos cheios de bossa, a moda masculina tomou conta do primeiro dia de Veste Rio. O motivo? O bate-papo comandado por Ricardo Cruz, diretor de redação da GQ Brasil, que discutiu a expansão do mercado fashion para homens na segunda palestra desta quarta-feira (11). Ricardo Ferreira, da Richards; Ricardo Almeida, da icônica grife de alfaiataria; Rodrigo Ribeiro, da Foxton; e Jorge Grimberg, do WGSN; aterrissaram na Marina das Glória especialmente para o bate-papo.

A sala lotada de estudantes, jornalistas e profissionais da indústria têxtil já entregava o ponto-chave da palestra: os interesse dos homens por moda deixou de ser tabu para virar tema que agrega tanto interesse quanto esportes, cultura e lifestyle.

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Jorge Grinberg, Ricardo Almeida, Rodrigo Ribeiro, Ricardo Ferreira e Ricardo Cruz (Foto: Roberto Filho)

“No Brasil, o homem ainda não descobriu qual é o seu estilo, e as diferenças climáticas e culturais do País influenciam nessa ausência de uma identidade de moda definida”, diz Jorge Grimberg. Enquanto o visual do francês e do italiano é tão forte que já está presente no inconsciente coletivo, o do brasileiro é tão múltiplo quanto a diversidade dos nossos descendentes – e é aí que marcas como a Richards, Foxton e Ricardo Almeida se destacam. “A gente ajuda o cliente a se descobrir”, dispara Rodrigo Ribeiro. “Um homem bem orientado não sai de uma loja só com uma peça, sai com quatro. Ele está sedento por informações, e se a sua marca souber mostrar o caminho do jeito certo, vai fidelizar o consumidor”.

Rodrigo Ribeiro e Ricardo Almeida (Foto: Roberto Filho)

Rodrigo Ribeiro e Ricardo Almeida (Foto: Roberto Filho)

A influência feminina, mesmo que em constante diminuição, continua tendo vez nas escolhas da ala masculina. “As mulheres dão aquele empurrãozinho para que os homens comecem a aderir novas tendências”, reflete Ricardo Almeida. “Elas estão acostumadas a renovar o guarda-roupa a cada estação, então acabam direcionando eles com relação a novidades fashion”. E, quando não há a ajuda das namoradas, esposas, mães e amigas, há também o poder das ruas, das redes sociais, das novelas, dos desfiles. “Mesmo respeitando o nosso DNA, a gente sempre procura inserir informação de moda vinda dos desfiles internacionais. Hoje em dia o homem procura isso”, revela Ribeiro, que comanda uma grife tomada pelo perfume do surf e do streetwear.

Jorge Grinberg (Foto: Roberto Filho)

Jorge Grinberg (Foto: Roberto Filho)

A difusão dos ternos slim fit à la Hedi Slimane para Dior Homme, das camisetas alongadas à la A$AP Rocky e Justin Bieber e das hoje básicas calças skinny não nos deixam mentir: a moda masculina está só aquecendo seus tambores para conquistar um espaço de ainda maior relevância no mercado.

Fonte: – Vogue Brasil

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