Moda na era digital mostra avanços e se torna cada vez mais democrática

Provavelmente esse seja um assunto bastante conflituoso entre as pessoas quando tocamos na expressão “democracia de moda” e que na verdade, já vendo sendo debatido há muito tempo. Porque embora saibamos que a real democratização seja necessária com relação à acessibilidade com foco nas grifes, questões financeiras e demais assuntos, é fato que hoje muitas pessoas conseguem ter informação de moda sem precisar esperar muito tempo. Então, precisamos falar sobre as mudanças e avanços que a moda vem sofrendo com relação às inovações tecnologias e as plataformas digitais.

Inicialmente, se formos fazer as contas, são mais de oito canais/plataformas onde pessoas conectadas, quase que 24h, produzem conteúdo para cada segmento de público. E na moda não é diferente, principalmente no segmento feminino.

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Revista Vogue demonstrando em seu Instagram como eles disseminam a informação de moda. Foto: divulgação

Sendo um campo rico em informação e cultura, a moda tem muito a se dizer e expressar diante, não somente da atual sociedade de consumo, mas entre inúmeros segmentos que a envolvem. Um deles é era digital, cujo Instagram, Facebook, Twitter, Snapchat, Blogs, Tumblr, Pinterest e o mais novo audiovisual, Youtube, vem fazendo a cabeça de muitos e colocando bastante gente para pensar sobre qual a melhor maneira de produzir conteúdo para moda.

Em entrevista para o site da Vogue Brasil, o diretor global de parcerias do Instagram, Charles Porch, comentou que a moda é um dos cinco assuntos mais comentados na rede. “O Instagram é um playground para gente criativa, característica cara ao pessoal da moda”, afirma. Charles ainda destaca que não basta ser famoso para fazer sucesso na rede: “observo que os instagrammers mais autênticos – quer seja na curadoria de conteúdo ou na produção de material próprio – são aqueles que conseguem mais engajamento entre os fãs”, afirma.

Com tantas plataformas digitais e esse aglomerado de pessoas produzindo conteúdo, acredito que hoje a moda tenha ultrapassado mais um obstáculo e deixou de ser um mero circuito fechado, onde apenas jornalistas, designers e demais personalidades do meio tinham o privilegio de obter as informações em primeira mão. É claro que, sempre irão existir momentos de relatividade, pois o assunto é muito volátil, digamos assim, afinal, a moda é muito cíclica e está em constante mudança, por outro lado não podemos negar o avanço.

Por exemplo, antigamente todo mundo precisava esperar a editora da revista Vogue, ou qualquer outra de circulação nacional, ir até o desfile da Channel para saber o que iria ser a tendência de inverno ou verão para poder ser publicado na revista e com seis meses estar nas bancas. Ou seja, muito tempo era gasto para isso tudo acontecer.

Já hoje, tudo se tornou mais acessível no quesito obter informação. Com apenas um click ou acesso a internet móvel, o público consegue acessar informações de qualquer lugar do mundo. E não somente acessar, mas enviar também, afinal, os instagrammers de moda e influenciadores estão com tudo nesse momento efervescente. Diria até que, esse é o instante em que a informação de moda passa a ser democrática, com muitas aspas, para a sociedade.

Ermenegildo - Buro 247 - terno casual

Foto: divulgação

Outro ponto legal de ser fazer ressalva é que, em apenas segundos conseguimos ver desfiles internacionais e nacionais, conhecer melhor as coleções e ficar por dentro de tudo que está acontecendo nas maiores semanas de moda. Portanto, acredito que não exista desculpa hoje. Volto a dizer novamente, o quesito democratizar é muito volátil na moda, porque envolve inúmeros segmentos, mas o foco aqui é a informação e isso sim mudou com o tempo.

As tendências que antes ficavam apenas entre os fashionistas e eram apresentadas nos desfiles, hoje em dia se dissolvem muito mais rápido para o público diante do mercado fast-fashion, porque as marcas entendem que está acontecendo uma mudança e elas, querendo ou não, precisam estar presentes nessas mudanças e fazer com que exista literalmente uma porta de seus produtos até o público para que toda mágica da coisa aconteça.

Diante de tudo isso, diria que as mudanças inevitavelmente vieram para ficar e eventualmente causar mais mudanças com relação ao público que consome seu conteúdo. E claro, com relação às pessoas que produzem conteúdo também, porque tudo isso acaba criando uma identificação por parte do público por saber que sempre vai ter aquele conteúdo naquele local e proximidade das marcas com relação a esse canal mais acessível e rápido.

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